segunda-feira, 20 de julho de 2015

...A dor de perceber uma criança triste...


Crianças são serezinhos alegres por natureza né não? Espalham a alegria onde quer que passem! com risadas vão enchendo a casa, sempre em novas discussões com os amigos, celebrando novas conquistas, discutindo novas idéias...
Mas... algumas vezes, e eu espero que não sejam muitas... cruzamos com algo errado... o que fazer quando a luz que atravessa os olhos daqueles que gostamos não está tão brilhante? E quando você de repente nota que ela não está mais ali de jeito nenhum? É como se a luz de olhar o mundo para essa criança não existisse mais... não há brilho no olhar, nem lágrimas nos olhos, porque as lágrimas secaram a muito tempo... só existe agora uma tristeza profunda... 
Antes de tudo vou dizer... é muito duro ver uma criança assim... a gente nem sempre quer ver, mas aí a gente nota... e fica meio sem saber o que fazer... 
Depois que a gente nota vai logo se perguntando... o que causou isso? É uma coisa que quem está de fora como eu consegue as vezes ver com bastante clareza... mas pra quem está "de dentro" nem sempre é tão fácil... Até porque quem quer admitir ainda que só pra si mesmo, que tenha sido o causador de tamanha dor? 
Tudo que nós ,como pais queremos, é que nossos filhos sejam felizes, e fazemos de tudo pra isso... educamos, levamos para passear, compramos presentes, damos bronca... Mas tem uma hora que precisamos perceber que não é que nada disso seja importante... mas é que existe algo ainda mais importante que tudo isso junto... Dar carinho, demonstrar respeito por ele e pelos sentimentos dele, oferecer o ombro quando for preciso, mostrar empatia, ouvir o lado dele da história, se colocar no lugar dele antes de defender o outro pura e simplesmente...Coisas que não se compram, mas que toda boa mãe e todo bom pai pode dar aos seus filhos...
A dureza de ver uma criança triste pra mim é muito maior do que não ouvir os risos,e as brincadeiras... é saber que se ele não encontra essa alegria em casa, irá procurar essa alegria em outro lugar, e aí aquela criança linda que você lembra hoje estará perdida talvez para sempre...
Um psicólogo pode ajudar com certeza, e será de muita ajuda é verdade... Mas a mudança de atitude, de postura dos pais é a única condição que levará a mudança no olhar dessa criança...
Uma mãe atenciosa me dá esperança... tomara que não seja tarde demais...

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Trilhando caminhos opostos

Mas sem se afastar...
As vezes eu fico me perguntando como é possível que duas pessoas sigam caminhos tão diferentes e continuem amigas, mas todos nós temos amigos assim não é mesmo? Aqueles que a gente encontra depois de décadas sem se falar, mas parece que foi ontem, existe também a família, que sempre achamos que vai permanecer junta a vida toda e de repente a vida toma outro rumo e lá está, cada um em cada canto...
Antes que vcs perguntem nossa família vai muito bem obrigado, papai, mamãe e filhinho, muito felizes juntinhos, mas meus sobrinhos junto com o pai e a mãe se mudaram, foram morar no interior, e a minha galerinha de 6 meninos constantemente juntos e pulantes se reduziu a 4...
Não vou dizer que meu filho não sentiu a mudança, ele sentiu, e muito, diversas vezes me pede para viajar para a casa dos primos, fala neles constantemente e sei que às vezes fica com tanta saudade que dói.
A gente fica com saudades também, saudade  de ver os dois meninos que juntos desde a barriga sempre foram muito amigos e sempre se gostaram muito. Saudades da casa cheia, da bagunça, da gritaria.... das risadas.
 Mas a vida é assim e as vezes ela tem planos que a gente não acha tão legal, mas planos que precisam existir. 
A vida deles melhorou muito lá no interior, a mãe e o pai tem uma vida mais tranquila, os meninos podem brincar soltos por aí, tem mais a presença na mãe e do pai na vida deles, enfim a qualidade de vida deles melhorou muito e isso nos deixa muito felizes.
Quanto a saudade é algo que temos de aprender a lidar, as vezes a gente se sente com aquele nó na garganta, mas faz parte da vida.
Além disso tudo, também tem aquele dias em que o sol parece que nasce mais cedo e que tem uma galerinha chegando aqui em Ssa. Nesses dias amigo, pode ter certeza, a bagunça rola solta a alegria volta como se nunca tivesse saído e a gente pode comemorar o fato de que mesmo que a vida mude completamente, tem coisas que vão permanecer para sempre as mesmas...

Esta é minha galerinha reunida novamente, brincando juntos, como se o tempo não tivesse passado jamais. Minha cunhada vem constantemente aqui para Ssa, os meninos estão sempre se vendo e crescendo juntos, não tão juntos quanto gostaríamos, mas ainda assim juntos.
Nosso coração perde um pedaço quando eles partem, mas esse pedaço volta junto com eles assim que a gente escuta o barulho da porta se abrindo...

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Festa de 6 anos - Feito por mim!


Tanto tempo em postar e hoje estou voltando com grande estilo: O aniversário da pequena.

Eu sempre gostei muito de planejar festas, tanto que esse buffets infantis não me enchem os olhos. Eu gosto de cuidar de cada detalhe, de cada fitinha, de cada guardanapo.

E foi justamente por isso que eu resolvi organizar, sozinha (digo sem contratar mão de obra, fora a parte de comida), o aniversário dela deste ano.

Foi só arrumar as coisas do aniversário de 5 anos que eu já comecei a planejar o de 6 anos. Eu sei, sou muito agoniada.

Queria um tema diferente, sem Barbie, princesas e todas essas coisas comuns. Comecei a buscar coisas que ela gostasse, e foi aí que lembrei do quanto ela fica feliz na praia. Pronto! Decidi então este tema! Mas claro, que antes de fechar mesmo, eu pedi a opinião da principal interessada, né? Ela não gostou logo de cara, mas quando falei como ela se vestiria, a ideia mudou rapidinho.

Os convites (enrolados dentro de uma forminha de picolé)
Em todo o processo, eu contei com a ajuda de muita gente querida, a vovó Dedela (minha mãe) então nem se fala, se empolgou junto comigo e todo dia era uma ideia nova. Olha só que fofura que ficou:

Mesa principal
Garrafinhas, Regadores com flores feitas de chocolate com forminha de doces - que ficam uma fofura -, bisnagas com MMs e Doce de leit. Toda a personalização (tags) foi feita em casa. Não somos profissionais, mas adoramos fazer!

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Pirulitos, Cones de jujuba e tubetes com o coco de biscuit. A parte de biscuitfoi feita com muita dedicação por Alice Palma.
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O resultado final foi exatamente o esperado! Fiquei muito feliz e a pequena então nem se fala, era só alegria.




segunda-feira, 7 de maio de 2012

A primeira janelinha!

Meu Deus! Tanto assunto para falar e eu ausente do blog assim... Mas como todas as mães sabem (e vivem!) nossa vida é sempre uma correria, né? Mas hoje deu para vir aqui atualizar um pouquinho vocês do blog!
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 O primeiro dentinho mole a gente nunca esquece... A mais ou menos 2 semanas, a minha pequena me acordou toda eufórica me avisando que seus dois dentinhos de baixo estavam moles!

Eu até achei que era imaginação dela,  pois ela estava TODO dia procurando por um dente amolecido, já que seus coleguinhas de sala estão nessa fase "banguela"! 

Mas acabamos constatando que realmente os dois dentinhos de baixo  estavam querendo se despedir da boca da minha neném.

Passaram-se os dias e os dentinhos foram ficando cada vez mais moles, até que obsevamos que eles estavam chegando para frente! Eu na minha santa inocência (e inexperiência) achei que era de tanto ela mexer neles.

Mas no sábado, quando eu fui ver, observei que os dentinhos permanentes já estavam apontando, ou seja, eram eles que estavam empurrando os de leite e por isso eles estavam para frente.

Fiquei desesperada, procurei uma dentista amiga minha (já que era sábado e eu não iria ligar para a dentista de Ingrid) e soube que isso era super normal e que talvez já fosse realmente a hora de 'arrancar-los', embora a melhor opção seja deixa-los cair naturalmente (mas quem aguenta esperar?!?!?).

Acabou que no domingo com a ajuda da minha vizinha e amiga de todas as horas (todas mesmo!), nós arrancamos o primeiro dentinho da minha pequena!

Eu, fresca que só, nem conseguia olhar... e talvez (quase uma certeza!) isso fez com que a pequena tenha ficado com tanto medo de arrancar o dente. A menina que algumas horas antes amarrou o fio dental no próprio dente e disse que iria arrancar sozinha e só não arrancou porque eu não deixei, de repente passou a ter o maior pavor.

Ou seja, mamães, não façam como eu.. passem a maior tranquilidade do mundo. Afinal, não é nada do outro mundo assim, não é? Depois dessa eu aprendi! Mostrar segurança e tranquilidade é o melhor, sempre!

Ah, já ia me esquecendo.. Olha só o resultado final!! A banguelinha mais feliz do mundo! rs


terça-feira, 17 de abril de 2012

O Brasil e a inclusão de crianças deficientes...

... que não existe.
Ontem fui a uma festa de aniversário de uma pessoa que mal conhecia, coisas que a gente faz pelo filho, chegando lá meu filho se divertiu horrores com a aniversariante, menina linda, com luz própria como se diz, o irmãozinho dela não falava, e aos 4 anos isso já era sinal de assombro para a maioria dos amigos, fui logo conversando com ela (Claro neh? Meu filho vai a FONO) e depois de muita conversa ela falou uma coisa que eu não tinha me tocado até hoje: “No Brasil, qualquer criança com dificuldade, seja ela psicomotora, de fala ou qualquer outra , é colocado um rótulo “DIFERENTE” e colocada num pacote, todas juntas” Aquilo caiu como uma luva pra o que eu sentia. Mais conversa vai e vem e ela falando como as pessoas mesmo as próximas perguntam se o garotinho (que a essa altura eu já havia conhecido) era deficiente mental  por que simplesmente não falava... é cruel. Vi um menino muito inteligente, que prematuro precisou de acompanhamento e está se desenvolvendo muito bem, graças a atenção e carinho da mãe e da família.
Depois da conversa com essa mãe ficamos curtindo a festa ao que chega um menininho com paralisia cerebral. A mãe dele como vim a saber morou muito tempo lá fora, mas o teve aqui. Conversando com ela, pude perceber como este rótulo “diferente” “deficiente” pesa para estas mães e pais. O filho não ia a escola ainda, e mesmo crianças com deficiencia (seja ela qual for) devem ir a escola.
Conversando com ela perguntei se ela já havia ido a escola de meu filho e ela falou que como está a pouco tempo na Bahia não havia tido nem tempo ainda de pesquisar, mas como teve dificuldade em outras escolas, nem se animou muito. Mostrei para ela meu filho e a maneira como ele reagia ao filho dela (Nessa hora o animador já estava fazendo brincadeiras e os dois estavam lá brincando) Meu filho olhava para o garotinho como se fosse uma coisa normal, o tocava normalmente e se precisasse interagir com ele interagia normalmente. As outras crianças não judiaram do garotinho, mas o olhavam a todo momento, aquele ser “diferente”...
Conversando mais com ela percebi o quanto no Brasil é necessária mais que uma política, uma mudança na sociedade como um todo. Se a criança “ normal” tem qualquer dificuldade recebe o rótulo “diferente” e vc recebe o rótulo “incompetente”. Se seu filho tem alguma deficiência você recebe o rótulo “coitadinha” e seu filho recebe o rótulo “diferente”. A inclusão social não é citada na novela das 7, nem das 9 salvo casos pontuais. As famílias nessas novelas, são sempre bonitinhas e com seu finalzinho feliz, é isso que vendem, é isso que cada um espera que sua família se torne. Um comercial de margarina.
A vida não é só isso! A vida é um eterno aprendizado. Crianças com paralisia cerebral aprendem muito bem, quando estimuladas. Mas enquanto for colocada nestas e em outras crianças o rótulo de “diferente” eles sempre vão estar a margem da sociedade, nunca vão ter o lugar que merecem. Conversando com pessoas que moram, ou moraram lá fora pude perceber o quanto de inclusão verdadeira precisamos, lá existem pessoas com paralisia cerebral que são professores em universidades, cientistas e pesquisadores. Aqui no Brasil a perspectiva para estas crianças é terrível. Muitas escolas que se dizem inclusivas nem olham para estas crianças, aceitam no máximo crianças com síndrome de down. Isso não é inclusão. Inclusão é aceitar toda e qualquer criança com deficiência, seja ela motora ou psicomotora, ou psicológica.
Na escola do meu filho sei de 1 caso de paralisia cerebral e 2 casos de crianças autistas. E o mais importante nesses casos de inclusão não são as crianças com deficiência, sério! São as crianças “normais” Elas são as que mais se beneficiam nestes casos. Mas o que o seu filho vai aprender com aquele menino que mal se meche e baba? Vai aprender que o diferente faz parte da vida, que ela também tem suas difucldades e assim como aquele menino vai conseguir superar algumas e outras não, mas que tudo bem! E tudo bem  ela ser diferente, por que aquele garotinho também é, e eu conheço ele, conheço o cheiro dele, quando chega na escola depois do beijo da mãe, conheço a maneira como ele me olha, conheço o jeito que ele tem de dizer o que quer, conheço ojeito que ele sorri quando gosta de uma coisa... A diferença se torna semelhança. Ele gosta de azul do mesmo jeito que eu, ele gosta da minha presença, ele estuda na mesma escola que eu, ele aprendeu a ler e eu também...
É necessária uma mudança drástica na nossa sociedade. Encarar o problema de frente, deficiências existem, difculdades também, colocar rótulos nestas crianças e nestas mães é cruel e assumir que eles sempre vão ser isso, diferentes. Mas a diferença faz parte da vida, se se vc olhar bem de perto vai ver que diferentes são os outros porque afinal difculdades todos temos, alguns no andar, outros no falar, outros não conseguem falar em público, outros ainda não conseguem andar de bicileta sem rodinhas até todos os outros garotos terem conseguido. Mas estes desafios fazem parte da vida.
A criança aprende pelo exemplo, e este é o exemplo que estamos passando como sociedade, “coloquem o diferente ali do lado, que não quero lidar com isso agora”.
Um livro muito lindo que recomendo a todos sobre o assunto : http://porqueheloisa.blogspot.com.br/