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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Filho X Trabalho

Logo no início do blog, foi a vez da Mamãe Bia ficar com o coração apertado com a febre do filhote. Agora é a minha vez.

Já tem dois dias que a pequena está com uma febre alta desacompanhada de outros sintomas. Como a pequena tem no seu histórico duas internações de pneumonia, então, mais do que o normal, o medo toma conta de mim, né?

Ainda não cheguei a comentar aqui, mas ela fica o dia todo na escola, nós não temos babá. E como ontem as avós (a quem normalmente peço socorro) não estavam por perto, eu não tive a quem recorrer, tive que sair do trabalho para cuidar da pequena.


Até ai tudo normal, né? Todos sabem que para uma mãe, os filhos estão na frente de qualquer coisa. Se ela precisava de mim, não tinha nada que me segurasse.

terça-feira, 29 de março de 2011

“Dê-me febre, e posso curar todas as doenças”



      Há uns 4 dias mais ou menos meu filhote tem tido uma febrinha chata, daquelas que deixa os pequenos molinhos quando está instalada. Nesses momentos nossa força de vontade é sempre testada, ele quer carinho, aconchego e a companhia de quem ele mais confia: “papai e mamãe”.
Nessas horas o primeiro instinto de qualquer mãe é medicar certo? Bem, não o nosso! A febre é um sintoma do corpo que mostra que as coisas não estão bem, a temperatura sobe para acelerar o metabolismo dos vírus e para que assim eles morram logo. O pequeno fica sem fome e sem vontade de brincar por que o corpinho dele precisa dessa energia para se fortalecer e lutar contra a doença, a energia gasta durante a digestão é importante para fortalecer outros processos do sistema imunológico neste estágio.
Por isso antes de medicar seu filhote numa crise de febre pense: “Você está medicando por que realmente precisa? Ou por que foi simplesmente ensinada a fazer isso?”
     É verdade , pode ocorrer uma convulsão, mas se você não tiver casos de convulsão na família isso é muito raro de acontecer, além disso, convulsões graves só ocorrem em casos de febre muito alta (acima de 40º).
      Existem diversas alternativas à medicação, um banhinho mais frio, por exemplo, faz milagres! Além disso crianças mais velhas aceitam bem uma canja, pode ser a receita da vóvó mesmo, de preferência comidas bem levinhas e de fácil digestão. E sempre ofereça bastante água ao pequeno!!!
Se você resistir ao medicar vai se deparar cada vez com menos episódios de febre, e com uma criança cada vez mais fortalecida para lutar contra as diversas infecções da infância.
Lembrando que nada de radicalismos ok? A febre é um sinal de aviso, e como todo aviso deve ser tratada com atenção. Se a febre persistir por muito tempo é importante procurar um médico, principalmente se o seu filho está muito molinho.
        Lembro bem quando meu pequenino tinha por volta de dois aninhos e uma febrinha no final do ano veio com tudo que tinha direito: nariz escorrendo, muito dengo, tosse, cansaço... resistimos e não medicamos (tratamos com nebulização, banhinho frio e muito carinho) e eis que ao final da febre nos deparamos com um mulequinho tagarela como ele nunca havia sido. A pediatra explicou que pode ter sido o que alguns homeopatas chamam de febre de crescimento, episódios em que o corpo precisa processar “algo” e que depois do episódio sai muito mais fortalecido, me contou inclusive casos de crianças com problemas de fala que depois de uma catapora se “curaram” completamente. Na verdade o que ocorreu foi um amadurecimento da criança, que precisava de passar por aquele processo febril, ou de virose para se fortalecer. Depois deste episódio pessoal  passei a observar a febre com muito mais atenção e respeito, tratando ela como um processo natural do corpo e não como uma alteração deste, tendo muito mais atenção com o desconforto provocado pela febre do que com os números subindo no termômetro.
 
Para saber mais:

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