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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

E a babá voltou de férias

Hoje minha babá voltou de férias, foram 32 dias distante...
Para o meu menino foi um tempo de farra, na casa da vó, brincando com os primos, sem hora pra nada
Para nossa família foi um período meio caótico no bom sentido, casa bagunçada, hora para nada, brinquedos e roupas espalhados, e alguma poeira também. Afinal eu estava trabalhando todo esse tempo, e o pai também, então nada de faxina :) só o essencial.
Eis que ontem de noite ele me solta: "Mamãe eu não quero que minha Di volte!"
E eu já pensando que era por que ele passava mais tempo em farra quando a babá não está enfim...
Perguntei: "Por que? Você não gosta tando de sua Di?"
e ele: " Eu não quero que ela volte porque ela briga comigo..."
PRONTO! Eu fiquei logo neurótica. Como assim briga com MEU FILHO? E o que mais de errado anda acontecendo? Perguntei porque ela brigava com ele, ele disse que era por causa da televisão, quando ela queria assistir novela, pronto, a neurose se instalou por completo... Que história é essa de novela? e brigar com meu filho peraí! Falei com ele bem claro, que se houvesse qualquer problema ele poderia falar comigo, e que eu ia falar com ela que não precisava brigar com ele que ela viesse falar comigo que eu resolveria os problemas...
Mesmo assim eu fiquei encucada, fiquei pensando em tudo que aconteceu e que eu não fiquei sabendo, imaginei um monstro ofuscando meu filho. pensei em todos os pesadelos que ele teve, afinal vemos a todo momento propagandas de babás terríveis que batem nas crianças, que assustam... enfim
Fui dormir com aquilo na cabeça e ao acordar ele repetiu que não queria a Di dele de volta. Pensei (de cabeça fria mas nem tanto) que ela era uma boa pessoa, mas que eu teria de ser dura! Conversei novamente com ele e disse que qualquer problema poderia vir me contar sem medo de nada!
Quando a Di dele chegou ele não quis papo logo de início e eu falei que ele disse que não queria ela de volta ( só não disse o por quê) .
Ela foi chegando de mansinho, dando beijinho, se derretando toda e ele também, e de repente já estava de novo todo sorrisos para cima dela, e claro chamando pra brincar.
Quando fui para o trabalho ele nem fez cena, afinal, a Di dele tinha voltado para brincar com ele.
Refletindo sobre o que aconteceu me toquei que apesar de confiar muito na babá dele fiquei com medo. Medo de acontecer com meu filho as milhares de coisas que a gente vê na televisão, fiquei com medo dele estar sofrendo e não conseguir me contar, fiquei com medo daquela pessoa que cuida dele ser na verdade um monstro!
É inevitável que os confilitos existam, meu menino não é um serzinho facil,  e se fosse não seria nosso filho :) é preciso com certeza estar atenta aos sinais, confiar no que seu filho lhe conta, ter atenção se ele está dormindo tranquilo, se de repente ele não passou a ter medo de monstros, fazer xixi na cama de novo. Tudo isso são sinais de alerta que toda criança, mesmo aquela que ainda não fala pode dar, sinais que muitas vezes não observamos.
Meu filho provavelmente só não estava sabendo como lidar com a volta da babá e pôs tudo pra fora, confiando no pai e na mãe. Mesmo assim estou de olho sempre! Reclamar faz parte do trabalho dela, assistir novela fora de hora não :) Mas tudo é negociável e em se tratando de empregadas domésticas tudo é mais sutil. Sugeri a ele que caso tivesse qualquer problema falasse comigo, e a cada dia eu vou perguntar (como sempre perguntei) se foi tudo bem e se não teve qualquer estresse...
No geral ela é uma pessoa muito boa e atenciosa, demostra muito carinho por ele tanto na nossa frente quanto quando não estamos olhando...Só que as vezes o que a televisão nos fala parece mais real do que aquilo que vivenciamos no dia a dia...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Tô revoltada!!!

Minha subrinha mora no interior, e lá não tem banquinha de revista, nem livraria, nem parque, nem praça... o mais perto que eles chegam de um passeio cultural é uma ida à sorveteria, sinceramente, nada contra a cidade (exceto o fato de não ter livraria - dá arrepios só de pensar...) Mas o fato é que acabo comprando as revistas que minha subrinha quer ler. E claro! dou uma espiadela, meu tempo de adolescente já passou é verdade, mas de vez em quando é legal ler essas besteiras matérias. O fato é que comprei uma revista para minha subrinha, com o Robert Patinson e a Kirsten na capa, eles mesmo, o casal da Saga (ai ai) E claro, futuquei a revista toda, li daqui, dei risada de lá e já falei para minha subrinha que a revista vai cheia de anotações, acho que a tal revista tem MUITO apelo sexual, sei que os adolescentes não são mais bobinhos, mas péra aí neh? daí a ficar colocando detalhes de ... na revista já é demais, mas até aí nada que uma boa conversa não resolva!
Eis que nesta edição, do casal da Saga na capa, lá no final tem uma matéria sobre preconceito, beleza, achei que a revista ia se salvar, que ia fazer as meninas pensarem, lêdo engano. Depois de ler a matéria fiquei mais revoltada ainda.
A matéria falava sobre uma amiga de uma menina, que tinha seus 27 anos, e não queria trabalhar, que o sonho dela era casar e cuidar do marido e dos filhos, e ela não deveria ver isso com preconceito, afinal "A menina não estava incomodando ninguém" até aí beleza, mas chega um ponto que a autora fala que a tal menina com seu comportamento "antiquado" e blá blá blá...
Pronto Pirei! Antiquado pra quem???? Fala sério, se a tal autora já tivesse que cumprir carga tripla no trabalho e em casa talvez valorizasse mais a presença da mãe em casa, talvez se a autora e a nossa sociedade dessem mais valor ao ser que ao ter  a nossa sociedade não estaria do jeito que está! É preciso que a nossa sociedade, e isso começa de dentro de casa (que irônia) dê mais valor ao projeto famíla, ou criar filhos decentes já não é trabalho grande o bastante? E deixa eu contar um segredo, filhos decentes se criam com presença dentro de casa, com amor, não com preconceito!!!!!
Nem precisava ser a mãe presente, o Pai também faz a diferença. Qual o roblema de uma mãe/pai quererem estar o tempo todo ativos na criação dos filhos? Isso é antiquado por acaso? Acredito que cada mulher/homem deva ter o seu direito de escolher, de perceber que gerir uma família é papel de suma importância em sua sociedade cada vez mais corrupta e desinformada, na qual a violência toma conta, uma violência que não vem mais das classes "pobres" vem daquelas em que o poder aquisitivo é  cada vez maior, daquelas em que as mães ou os pais acharam que era mais fácil comprar um presente/ computador /carro e em momento algum pararam para se perguntar se o seu filho havia feito por merecer!!!  Depois, algum tempo depois essas mesmas crianças serão traficantes de alto nível, ou irão atropelar mãe e filha, ou colocarão fogo num índio. Particularmente, acho que a nossa sociedade precisa sim de muitas mulheres com essa citada no texto, que dêem o verdadeiro valor a família, a criação de filhos e a presença materna na vida das crianças, talvez assim quem sabe no futuro tenhamos uma sociedade mais questionadora e menos alienada!!!!
Não estou denegrindo as mães que querem ou que precisam trabalhar fora. Elas trabalham, de um jeito ou de outro, por escolhas da vida delas. Mas daí a dizer que quem tem o sonho de trabalhar para a famíla (sim é um trabalho!!!) é antiquado?!! aí já é demais!!! A nota irônica é que a matéria quer justamente falar sobre pre conceitos. É, belos conceitos que esta revista vem colocando na cabeça dessas meninas, que nutir emocionalmente uma família, manter uma casa agradável e em perfeito funcionamento não é trabalho digno!
Com certeza essa revista vai junto com uma grande conversa que preciso ter com minha menina.
 
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